Vivências e convivências

Vivências e convivências

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Palavras de Madre Tereza de Calcutá




As pessoas geralmente são pouco razoáveis, ilógicas e egoístas.
Perdoe-as, mesmo assim.
Se você for bondoso, alguns poderão acusá-lo de estar agindo por interesse.
Seja bondoso, mesmo assim.
Se você for bem-sucedido, ganhará alguns falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Seja bem-sucedido, mesmo assim.
Se você for honesto e aberto, algumas pessoas poderão enganá-lo.
Seja honesto e aberto, ainda assim.
O que você passou anos construindo alguém poderá destruir do dia para a noite.
Construa, mesmo assim.
Se você encontrar paz e felicidade, as pessoas poderão sentir inveja.
Seja feliz, mesmo assim.
O bem que você faz hoje muitos esquecerão amanhã.
Faça o bem, mesmo assim.
Dê ao mundo o melhor que você tem, mas talvez nunca seja suficiente.
Mas dê ao mundo o melhor que você tem.
Entenda, no cômputo final, tudo acontece entre você e Deus;
nunca foi mesmo entre você e os outros.



(by Madre Tereza)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Be a time-saver, not a time-waster!!

Except for necessary business, stay off the phone.

Keep breaks and lunch to designated time frame.

Save personal reading for personal time.

Leave no time for the rumor mill or gossip.

Remember: Good manners send a good message about you!!



(Written by Valerie Sokolosky, in The Little Instruction Book of Business Etiquette.)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os tipos comportamentais que podem compor a equipe de trabalho

Desde a Antiguidade, pensadores e filósofos vêm tentando classificar e entender as diferenças individuais. Há milhares de anos, os chineses relacionaram as diversas personalidades a doze animais: rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo, cão e javali. Eles diziam que cada ano pertencia a um bicho e que a personalidade era determinada por esse animal. Nascia o horóscopo chinês.

Na Grécia Antiga, Hipócrates constatou a existência de quatro humores relacionados à predominância de secreções orgânicas no corpo humano: fleuma, sangue, bilís amarela ou bílis negra. Essa teoria foi mais tarde aperfeiçoada pelo médico romano Galeno, que definiu os tipos como fleumático, sanguíneo, colérico e melancólico, respectivamente. Os fleumáticos são cordiais, gentis e querem agradar aos outros. Os sanguíneos têm o dom da persuasão e da motivação. Entre os coléricos, estão os mais competitivos e determinados. E os melancólicos prezam a organização e a obediência. (BOOG; BOOG, 2004).

Qualquer semelhança dessas categorias com amantes, reis, guerreiros e magos não é mera coincidência, é uma preocupação ancestral do homem: a de compreender a si mesmo e aos outros. A classificação em quatro perfis vem sendo adotada há mais de dois mil anos e serve de referência para modelos atuais como os defendidos por Boog e Boog (2004) e pelos especialistas internacionais em comportamento.

Por trás dessas abordagens está a percepção de que os indivíduos têm motivações diferentes. E de que há uma espécie de energia individual que move o ser humano. O psiquiatra suíço Carl G. Jung se dedicou ao estudo dessas diferenças comportamentais e percebeu a existência de quatro tipos psicológicos básicos: intuição, sensação, pensamento e sentimento. As categorias propostas por Jung, nos anos 20, formam a base para boa parte das tipificações que vieram depois dele, inclusive a que percebe as pessoas respectivamente como: reis, guerreiros, magos e amantes. (BOOG; BOOG, 2004).

O guerreiro, de acordo com Jung (Apud BOOG; BOOG, 2004), são voltados ao curto prazo, são diretos e mais “secos” nos relacionamentos e se baseiam muito na razão e lógica. Tem excitabilidade e energias altas. Isso significa que os guerreiros são ótimos para realizar metas. São os “tocadores” e “fazedores”, dentro desta característica os guerreiros têm a tendência ao estresse, sendo workaholics.

Os guerreiros têm o foco no presente, no “aqui e agora”, sendo tão voltados às suas tarefas, que tendem a ter dificuldades maiores nos relacionamentos, percebendo que muita ênfase nos relacionamentos é perda de tempo. São vistos, por isso, como excessivamente diretos, secos e até grossos. São mobilizados pelos órgãos dos sentidos: gostam das coisas materiais que possam tocar, pesar, avaliar, cheirar, medir. Tudo o que não se encaixa nesses critérios sensoriais de perceber o mundo é visto por eles com desconfiança.

O tipo rei é mais voltado ao longo prazo, tem excitabilidade alta e energia baixa. Isso significa que são ótimos indicadores e empreendedores, mas sua grande dificuldade é terminar o que começam. Os reis têm uma visão do tempo mais a longo prazo, situando-se mais no futuro do que no presente. Adoram ser o foco das atenções e gostam de pessoas ao seu lado, principalmente se elas estiverem aplaudindo.

Para Jung (Apud BOOG; BOOG, 2004), o rei usa muito seu lado intuitivo, percebendo claramente o sistema como um todo, por isso o rei está sempre em busca de novidades, bastante irrequieto com o estado atual das coisas, quer sempre trazer modificações.

Os indivíduos do tipo mago são perfeccionistas, meticulosos, organizados, persistentes, críticos, disciplinados, sérios. Eles têm a energia Yin, se ajustam ao mundo, são mais voltados ao curto prazo, são diretos e secos nos relacionamentos. O mago é o oposto do rei: tem muita energia e baixa excitabilidade. Os magos são ótimos para estruturar e organizar as coisas. São metódicos e tendem ao perfeccionismo. Levam suas tarefas até o fim.

Sua visão é de curto prazo. São voltados a colocar ordem nas coisas. São amáveis, mas formais, e relativamente secos nos relacionamentos. Tendem a se isolar, curtindo mais seus momentos de análise que muitos contatos sociais ou festas. Adoram estar certos e têm muito prazer em resolver problemas difíceis e complexos. O mago, quando já se trabalhou em um processo de conscientização e crescimento pessoal, torna-se um possuidor de sabedoria e poder de discernimento, bom senso e clareza de pensamento. (BOOG; BOOG, 2004).

Os indivíduos do tipo amante são cordiais, ponderados, respeitadores, amáveis, harmonizadores, compreensivos e bons ouvintes. Ajustam-se ao mundo, voltados ao longo prazo, são ótimos nos relacionamentos e perfeitos para construir e manter equipes. Pouco metódicos, mas dão um enorme foco às relações.

De acordo com Boog e Boog (2004), o psiquiatra suíço percebeu ainda que as pessoas podem ser extrovertidas se voltadas para o mundo concreto, ou introvertidas, quando preocupadas com valores subjetivos e com o mundo interno. Para Jung, os intuitivos seriam aqueles voltados para o futuro, pessoas criativas e inovadoras. O tipo “sensação” é mais prático e realista. O “pensamento” aprecia a lógica e a organização. E o “sentimento” é regido pelas relações interpessoais.

O desafio de compreender a diversidade humana e aprender a conviver com ela está na ordem do dia das organizações. Os gestores começaram a se dar conta de que trabalhar com equipes mistas pode ser mais eficaz e produtivo do que unir pessoas de comportamento semelhante. É por isso que as empresas estão cada vez mais preocupadas em identificar não só as competências técnicas, mas também as diferenças individuais ainda no processo de seleção. (BOOG; BOOG, 2004).

Nesse contexto, segundo Boog e Boog (2004), surgem sistemas como o Human Dynamics, proposto pela psicóloga norte-americana Sandra Seagal. A partir de uma pesquisa com mais de 40 mil pessoas de 25 culturas, ela descobriu que os seres humanos possuem dinâmicas de personalidades diferentes que influenciam desde a maneira de falar até os comportamentos e os valores. Existe aquele tipo que demora a tomar decisões porque planeja tudo a longo prazo. E também há o que está sempre correndo e nunca tem tempo para conversar. Há ainda o mais passional, movido por relacionamentos.

Segundo os autores, a pesquisa identificou três princípios básicos que regem as personalidades: mental, físico e emocional. O modelo tem sido adotado com sucesso para compor equipes e melhorar a gestão de grandes corporações. Não se trata de descobrir se um estilo é melhor ou pior que o outro. Eles são apenas diferentes – e isso pode ser muito bom.

Referências:

BOOG, Gustavo; BOOG, Magdalena. Conviver em equipe: Construindo relacionamentos sustentáveis. 2. ed. São Paulo: M. Books do Brasil, 2004.


Fonte: Texto extraído da monografia elaborada por Rosane Fontanella: Pós graduada em Secretariado Gestão de Pessoas e Processos pelo CESUSC/SINSESC, intitulada: Os tipos comportamentais dos executivos e a postura do profissional de secretariado

terça-feira, 18 de outubro de 2011

De que ações o secretariado precisa para ser bem sucedido/reconhecido?

Em 29 de setembro de 2011 tive a oportunidade de participar do II ENASEC, organizado pelos acadêmicos do curso de Secretariado Executivo da UFSC. Fui uma das debatedoras da mesa redonda, com o tema: Uma conversa sobre a profissão de Secretário.
Reproduzo aqui algumas das afirmações e questionamentos que fiz na ocasião.

“Exerci o secretariado, ensino secretariado, estudo e pesquiso secretariado, leio secretariado, falo sobre o secretariado, discuto secretariado, transpareço secretariado. E quanto mais faço tudo isso, muitas dúvidas e perguntas ainda tenho.

E persiste só uma certeza: tanto na área de secretariado como em qualquer outra, o sucesso e êxito profissional acontece para quem tem um planejamento de carreira. Ter planejamento de carreira significa, antes de qualquer coisa, optar por algo que tem a ver com a pessoa e gostar de fazer isso.

Importante frisar que uma profissão me pertence. O cargo que ocupo em uma empresa, é da empresa; faz parte de sua estrutura organizacional.

Agora, optar por ter uma profissão e a partir disso fazer o planejamento de carreira envolve:
• determinação;
• disciplina da perseverança;
• foco;
• assumir o projeto de vida;
• assumir o controle da vida profissional;(ter autoestima, autoconhecimento, autoconfiança);
• investir no aprendizado e na formação;
• e se comprometer com a profissão escolhida.

Significa construir a credibilidade profissional. A construção da credibilidade profissional leva tempo. E começa quando se decide ser secretário. Depende da postura que assumimos.

No caso do secretariado, a sua identidade/imagem profissional está atrelada basicamente em três vertentes:
1) ao processo histórico/cultural, onde ainda há o preconceito que rege o entendimento do que é ser “secretário” e que na minha opinião hoje reside na cabeça de quem é desinformado.
2) aos formadores do secretário executivo, por também terem certa dificuldade em se dar conta do perfil e das competências necessárias; e por não terem clareza ao responder: Quais são os saberes que contribuem para a formação e construção profissional do secretário executivo?

3) e aos profissionais/egressos, que através de sua postura profissional refletem e dizem ao mundo corporativo se são profissionais inspirados, engajados, movidos pela superação, que procuram agregar valor ao seu trabalho, ou apenas usam a profissão como um trampolim para algo que nem eles mesmo sabem.

Vertentes estas que passam a se constituir nos desafios do Secretariado.
Pergunto:
De que ações o secretariado precisa para ser bem sucedido/reconhecido?

domingo, 2 de outubro de 2011

Lições das Estações

Um dos pontos mais interessantes dessa experiência de estar vivendo nos Estados Unidos, mais especificamente no Meio Oeste do país, é a possibilidade de vivenciar as quatro estações do ano. Cada estação tem sua característica, sua beleza e sua maneira de afetar o humor das pessoas.

Todos nós temos tradições e lembranças associadas as diferentes estações. Algumas dessas recordações podem nos fazer chorar ou sorrir, algumas nos deixam orgulhosas de certos momentos de nossa história de vida, outras trazem aquela dorzinha tão conhecida da saudade. Mas certamente cada estação remexe com nossas emoções.

Depois que mudei do Brasil para os Estados Unidos, comecei a perceber mais a beleza e a diferença de cada estação. Não se trata somente de frio ou calor, verão ou inverno. É todo um conjunto de comportamentos, beleza, emoções, que seguem o roteiro das mudanças de estação.
Por exemplo, essa semana dirigindo de volta para casa, observei que os pássaros já estão procurando seu lugar nos fios, como fazem todo ano, para anunciar a chegada do outono. Já sabem o quanto é importante encontrar um lugar aquecido e ao mesmo tempo, a importância de ter os amigos por perto para suportar dias frios e cinzentos.

Sim, o outono chega a trazer certa melancolia e lembranças daqueles que foram tão importantes para nós. Chega o fim de um tempo cheio de energia e atividades externas, proporcionado pelos poucos meses de verão, para vivenciar a queda de temperatura e suportar o vento gelado e cortante.

No entanto essa melancolia pode ser amenizada pela possibilidade de apreciar a mudança de coloração das folhas das árvores. É algo indescritível. A composição das diferentes cores, combinadas com o azul do céu, e muitas vezes seu reflexo nos lagos, é de uma beleza que nos faz esquecer do frio.
É a forma mais bonita da natureza nos mostrar sua força. Ficando bela para ser apreciada em seus últimos momentos, antes de perder todas as folhas e armazenar energia pra suportar outro rigoroso inverno.

E o inverno, por outro lado, é tempo de alegria pela proximidade do Natal. É também um tempo de querer se aconchegar em casa, com comidas quentinhas e gostosas. Ou até mesmo degustar um bom vinho na presença dos amigos, enquanto a neve trata de mudar todo o cenário para essa nova estação.
Às vezes, nós brasileiros que não fomos acostumados com invernos longos e tão rigorosos em nosso país, reclamamos e não temos certeza se conseguiremos sobreviver a tanto frio. Porém até isso é esquecido quando então começamos a ver novamente os primeiros brotinhos nas árvores, sinal de que tudo estava somente hibernando, nada morreu.

E então volta a primavera, como se fosse um recomeço de tudo. Vida nova.
E assim aprendemos a apreciar cada estação, a entender as mudanças, das plantas, dos animais, da paisagem e entender que nosso humor altera junto com as estações.
Dessa forma fica mais fácil ser feliz.


By Schirlei Silveira
(Setembro/2011)

O segredo do Secretariado

São elas, e também eles; atuantes, mas sempre nos bastidores; longe dos holofotes, sempre em segredo; secretariando, sempre presentes, nunca lembrados: Viva o nosso Secretariado!

Profissionais tão importantes para o mercado de trabalho, ouro raro das empresas. Multifacetados, atravessam obstáculos, sempre estão além das fronteiras, antes que você peça, já está na mesa. É claro: não há mais habilidoso atleta no mundo profissional que elas, que eles; aqueles, aquelas que assessoram, alicerçam, buscam e reiteram o que falta para que o acordo seja assinado, o negócio feito, a reunião organizada, o objetivo alcançado e mesmo quando tudo é feito, ninguém percebe quem estava conduzindo o fluxo daquele trabalho inteiro. Eu sei que eles trabalham em segredo, mas preciso dizer, escrever a respeito: Viva o Secretariado!

Secretárias! Secretários! Assistentes? Não! Mais do que isso, impressionantes, atuantes, e sigilosos em suas tarefas. Eles são ocultos, anjos de oito braços e olhos nas costas, leitores das mentes dos seus diretores e gerentes, braço direito e esquerdo da presidência. Espalhem esse segredo: Viva o Secretariado!

Contam as lendas, que o primeiro secretário foi um escriba, de papiro na mão, no antigo Egito, ou na sábia Grécia; dominando a escrita, classificando os arquivos, redigindo as ordens, ou seja, num mundo sem letrados, ele era o único profissional capaz de receber por escrito alguma notícia e repassá-la adiante. Nas mil e uma voltas da história, a tarefa de secretariar foi tomando diversas formas, mas reapareceu à partir dos anos 50, já com a mulher inserida efetivamente no mercado do trabalho das multinacionais. Hoje, não dá para imaginar um executivo sem elas, sem eles, são tantos, são aqueles, que quando chegamos no escritório, já chegaram, e quando partimos, ainda estão lá. Viva o Secretariado!

Ser Secretária, Ser Secretário; bicho estranho, profissional com vocação para servir, colaborar, sentir o que está ocorrendo antes mesmo que algo aconteça. Sexto sentido, toda secretária é bruxa, todo secretário é mago; só pode, só assim para explicar, como eles desempenham tão bem esse papel de agente de mudança, facilitando o trabalho de todos, optando sempre pelo bem estar do outro. Talvez, eles não sejam santos, mas que chegam perto, claro que chegam, e por isso, gritemos todos, antes que a gente esqueça: Viva o Secretariado! Viva! Viva!

Autor: Frank Oliveira - http://cronicasdofrank.blogspot.com/