quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A mulher executiva


Verificando os escritos e manuscritos que tenho arquivado da época em que fazia meu curso de Licenciatura Português-Inglês no final dos anos 80, deparei-me com o texto intitulado A mulher executiva, que elaborei para a disciplina de Língua Portuguesa V, ministrado pela Professora Otília Martins.

Vinte e seis anos depois apresento o texto para você refletir sobre o que mudou de lá para cá, o que nós – mulheres – avançamos e conquistamos.
 

“A mulher executiva

No mundo dos negócios a atuação da mulher está se tornando cada vez mais comum. Apesar de ainda ser relativamente rara a presença feminina entre os cargos topos de uma organização, a porcentagem vem aumentando consideravelmente.

O exército feminino que, até agora, tem conseguido empregos bem remunerados teve que mostrar sua força lutando centímetro por centímetro, degrau por degrau, em direção ao tão famigerado topo da pirâmide corporativa. Ele teve que se esforçar em dobro para vencer os preconceitos, para ultrapassar as barreiras para, só então, ter a oportunidade de ocupar uma das cadeiras numa reunião de diretoria. E mesmo já ocupando essa posição, as suas atitudes devem ser as mais cautelosas possíveis, justamente para não arruinar com as chances de outras mulheres que almejam um dia desfrutar essa mesma oportunidade.

Tanto mulheres como homens têm iguais condições de serem bem sucedidos no mundo empresarial, ou em outra área de sua livre escolha. Só que, infelizmente, nem sempre têm as mesmas oportunidades, e há razões inúmeras do porque não terem as mesmas chances. Provavelmente a razão principal, especialmente levando em conta o seu acesso a cargos executivos, é que a maioria somente vê a mulher como uma dona de casa, envolvida única e exclusivamente com as relações familiares, educação dos filhos e administração da casa.

Existem mulheres tentando no dia-a-dia provar sua competência com mais afinco que os homens. A convivência diária com os desafios deixou as mulheres mais resistentes psicologicamente, principalmente se levarmos em conta que elas são minoria por ainda pertencerem a um grupo sem tantas oportunidades de ascensão. Por isso, estão acostumadas a ultrapassar barreiras e a se dedicar com muita obstinação até conseguir seus objetivos. Graças a essas barreiras e a essa obstinada dedicação, já é visível uma crescente participação feminina em cargos executivos. E para tanto, tem suas armas mais eficientes que são definitivamente, muito femininas: intuição, sensibilidade, garra, dedicação à empresa. Armas essas que são cada vez mais valorizadas pelas corporações modernas. É claro que aliado a isso está sempre uma formação profissional adequada.

Mesmo diante de tantas discriminações e preconceitos, algumas já estão ocupando cargos de alto nível e são bem sucedidas. Parabéns! Sim, elas merecem ser parabenizadas principalmente porque conseguiram chegar lá pela sua competência profissional, por serem tão competentes ou até mais do que seus colegas homens.

Esse tipo de mulher certamente sabe usar o seu talento e mostrar ao time da maioria que não é do tipo de mulher que recebe o bônus de Natal e já no primeiro dia útil após os feriados aparece no escritório exibindo uma nova joia. Esse tipo de mulher quer mais do que apenas um objeto. Ela quer mais porque é ambiciosa, competente e acima de tudo porque é Mulher!”
 

Como seria o texto se o reescrevêssemos em 2014?
 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Secretário e secretária: a quem você está servindo?


 
O dilema de quem assessora geralmente começa seis meses após a contratação. Tempo necessário para conhecer a rotina da empresa e o estilo do gestor. É quando o profissional se dá conta de que a cultura exclusivista executivo-secretária(o) ainda reina nas organizações. O diretor quer exclusividade, e as tarefas particulares que executa por ele são verdadeiras vilãs do tempo, chegando a afetar seu empenho, desempenho e motivação para trabalhar.
 

Enquanto resolve os problemas particulares do chefe, você - assessor e assessora - deixa de ampliar sua visão sobre o negócio, não agrega valor para a organização, e acaba tendo a imagem afetada por realizar um trabalho pouco valorizado. Como assessorar alguém com uma visão restrita e desatualizada do papel a ser desempenhado pelo profissional de secretariado executivo?
 

Você precisa ter ciência de que o assessor não trabalha para determinado executivo, mas para a empresa. Você não pode atrelar sua carreira a do gestor. Se fizer isto estará restringindo sua atuação, deixando de pensar junto com o gestor em prol dos negócios.
 

Conheci secretárias afetadas por profundas crises de identidade profissional em função do tempo excessivo despendido na assessoria particular prestada ao diretor. Profissionais esforçadas, que se capacitaram para avançar profissionalmente, tiveram suas carreiras estranguladas pelo excesso de atividades operacionais e particulares.
 

Se você trabalha em uma empresa na qual persiste a visão da secretária tradicional, restrita ao atendimento telefônico, agenda, arquivos, organização de viagens e a cultura exclusivista executivo-secretária, procure se posicionar como um ser pensante, tente estabelecer uma parceria com o gestor. Isso requer autocontrole, discernimento, ponderação, determinação, disposição para fazer diferente e muita, muita paciência.
 

Busque mais envolvimento com a área! Dialogue com o gestor! Solicite a ele que lhe delegue mais responsabilidades! Isso valorizará seu potencial e aumentará seu grau de satisfação e desempenho. Imagino que, neste momento, você tenha vontade de estar frente a frente comigo e dizer:

Uma coisa é falar. Outra é fazer.

Certo? Você pode ter razão, mas não perderá nada por tentar. Conheço muitas profissionais que insistiram e foram bem sucedidas.

 
Outra situação comum nos escritórios é a persistência dos gestores de não liberar a secretária para uma reunião ou curso de capacitação com a desculpa de que ela, somente ela, tem que estar lá para atender e fazer suas chamadas. Algum gestor já lhe disse que sem você fica perdido, órfão de pai e mãe? Quem já não viu esta cena?
 

O fato é que o rompimento com o modelo tradicional de secretariar requer gestores mais independentes, o que passa pela redefinição de quem cuidará de sua vida particular, fará suas ligações e pegará seu café.
 

Se realmente houver a necessidade de  alguém que o assessore em assuntos particulares e familiares, a recomendação é de que a assessora seja conscientizada de seu papel no momento da contratação. A descrição de cargos da empresa deve registrar tais particularidades para evitar conflitos com profissionais capacitados para o assessoramento organizacional. A omissão de tais informações certamente levará a uma contratação equivocada.
 

Como se trata de uma situação delicada, fique atenta na hora de se lançar a um novo desafio profissional e mudar de empresa. Peça para ver as atribuições descritas no cargo. Durante o processo de seleção, encontre um momento oportuno para perguntar sobre o âmbito de atuação do cargo, o envolvimento com a equipe e o estilo de trabalho do gestor responsável.
 

Se, por um lado, a entrevista de trabalho é o momento em que a empresa contratante avalia se o seu perfil é adequado ao cargo. Por outro, é a oportunidade que você tem de conhecer aspectos do cargo, da empresa e do perfil de quem vai assessorar. (Ah, você deve ter percebido que  nos últimos parágrafos deste texto usei o feminino - secretária. É pelo fato de querer deixar minha mensagem exclusivamente para as mulheres que atuam no secretariado.)
 

Assim como a empresa opta por lhe contratar ou não, você também tem a condição de aceitar ou não o cargo. It`s up to you...

 
Fonte:
WAMSER, Eliane. A Secretária que Faz... Nova Letra: Blumenau (SC), 2010, p. 63-65.

 

 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Reunião: oportunidade para ser proativo(a)

 
O envolvimento da assessoria executiva é fundamental na organização de reuniões por ter a incumbência de administrá-la, operacionalizá-la e fazer o follow-up dos assuntos tratados.
Administrar, operacionalizar e fazer o follow-up três verbos embutidos de ações que requerem do assessor habilidades e atitudes para atuar em um âmbito de abrangência mais voltado para responsabilidades de maior complexidade, sem, contudo, se eximir da execução de tarefas padronizadas e estruturadas.
Este espaço de atuação para além do operacional nem sempre é de fácil percepção para um profissional. É comum ouvir um profissional do secretariado dizer: 
-  Sempre sobra para eu fazer a redação da ata e adivinhar o que foi discutido e decidido. Seria muito mais prático se meu chefe me levasse para participar da reunião do que tentar deduzir o que decidiram a partir dos papeizinhos que ele me entrega.

 É fato que as reuniões - se não bem conduzidas - estrangulam o tempo da equipe de trabalho, muitas vezes alimentado por falhas na sua organização e condução no tratamento dos assuntos, antes, durante e após a reunião.
Pergunto: quantos profissionais de secretariado têm a iniciativa (e a coragem!!!) e se prontificam para participar da reunião, mesmo correndo o risco de receberem um sonoro “não” do chefe?

Carmem, secretária da diretoria da área de Desenvolvimento Organizacional, fez o seguinte relato:
- Sempre que meu diretor precisa convocar uma reunião, assumo toda a organização e operacionalização, entretanto, não participo da reunião propriamente dita. Defino a pauta com ele, envio a convocação aos participantes, organizo o ambiente do local da reunião, dou as boas vindas no dia da reunião, encaminho-os ao local e saio de cena até o momento em que o diretor, geralmente, no dia seguinte à reunião, me passa breves anotações das decisões tomadas para eu fazer o registro em forma de ata.
Carmem continua:
- Tenho habilidade para sistematizar e redigir textos e documentos empresariais, expresso minhas ideias com clareza e objetividade, tenho coesão e poder de síntese. Porém, isso não é o suficiente para redigir uma ata quando me faltam informações. Percebo que meu diretor não tem demonstrado muita paciência para me dar detalhes de decisões na reunião, muitas vezes necessárias para a redação. É como se quisesse que “adivinhasse” o que eles trataram. Sem contar o sufoco causado pelos prazos que se perdem dos assuntos tratados na reunião por falta de um efetivo acompanhamento.
A situação se repete nas demais diretorias da empresa. Nenhum profissional de secretariado participa das reuniões convocadas pelos executivos que assessoram. Uma situação que permanece em conformidade com o que sempre foi. Mas será que não está na hora de se acabar com a síndrome da Gabriela? Eu nasci assim, eu fui sempre assim, serei sempre assim. (personagem de Jorge Amado). A síndrome do “sempre foi assim”.
Carmem, sem dúvida alguma, precisa considerar a possibilidade de conversar com seu diretor a respeito, num momento oportuno. Precisa argumentar que o fato de não participar da reunião tira-lhe a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre os negócios da empresa. E que sua participação poderá agregar valor ao seu trabalho porque está lá para contribuir diretamente para os resultados que a empresa quer alcançar.
Tenho certeza de que o diretor da Carmem irá se surpreender positivamente com sua solicitação. E atitude proativa e colaborativa.
E você? Já pensou em ter uma participação mais efetiva nas reuniões coordenadas pelos seus gestores?
 

Pense em algo que você poderia mudar ou fazer melhor uma vez por semana.

 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pensamentos que me levam à reflexão


"Não existe um caminho para a felicidade,  felicidade é o caminho." (Mahatma Gandhi)


"A alegria é a forma mais simples de gratidão."  (Karl Berth)


"Da justiça de cada um, nasce a paz para todos."  (João Paulo II)


"Bem feito é melhor que bem dito."  (Benjamin Franklin)


"O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca."  (Exupéry)



"Não é livre quem não obteve domínio sobre si mesmo."  (Pitágoras)



"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."  (São Francisco de Assis)