Vivências e convivências

Vivências e convivências

terça-feira, 22 de maio de 2018

Acreditar no (im)possível


            “Acreditar no impossível”, com esse título recebi a solicitação para fazer uma palestra para a equipe de um hospital no qual presto serviço voluntário.

              O que seria o (im)possível para mim?

            Como eu alcançaria o (im)possível?

            Estas perguntas ajudaram-me a encontrar o direcionamento para a palestra.

Parto do pressuposto de que o (im)possível não cai de paraquedas, nem desce com o próximo meteoro a entrar esfera terrestre, ou com uma estrela cadente. E nem poderá ser encontrado no final de um arco íris.

Vai demandar de nós empenho, atitude, organização, persistência, entusiasmo de vida no coração. E por aí vai uma infinidade de tomadas de decisão de ordem pessoal que, por sua vez, também irão requer:

1.    uma considerável dose de pertencimento;

2.    querer tornar-se imprescindível no seu espaço de atuação;

3.    e tornar o impossível, possível. 

Alcançar e realizar o (im)possível exige de cada pessoa uma grande dose de pertencimento. Ou de sentimento de pertença. Mas, o que vem a ser isso?

O sentimento de pertencimento aflora quando passamos a olhar as coisas que estão ao nosso redor de outra maneira. Passamos a perceber de outra forma o que acontece em nossa volta.

Quando passamos a entender que tudo que gira ao nosso redor, gira porque cada um de nós faz a sua parte. Que, se um de nós, deixar de fazer a sua parte, causa algum gargalo próximo ou distante da gente, prejudica o andar normal de nossas atividades. Seja no ambiente macro ou no micro. Na empresa, no hospital, em casa, na rua, no bairro, no transporte público, na calçada. E assim, nem o que sempre foi possível fazer, faremos. “A coisa emperra”, como se diz na fala popular.

O sentimento de pertencimento aflora quando nos damos conta que tudo depende de tudo. Que tudo está em constante movimento e mudança. (Nada fácil chegar a essa conclusão em nossas vidas.) Precisamos aprender a viver essas mudanças. Aprender a nos adaptar à realidade mutável.

Tornar o impossível, possível. O que precisamos fazer?

Primeiro, precisamos querer muito o possível.

Precisamos aprender a entender que temos que contar com os outros. Trabalho em equipe. E que isso só será viável se soubermos nos relacionar com o outro. Relacionamento interpessoal.

Tenho dito!


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Etiqueta e Comportamento no Trabalho



        É cada vez maior o interesse em se conhecer as regras de conduta, nem sempre ditas e escritas, que regem o comportamento social e profissional dos membros de uma sociedade ou organização. Por quê? Pelo fato de serem indispensáveis para a convivência num mundo que se torna dia-a-dia mais inquietante e ríspido. 

        O mundo dos negócios, em particular, está requerendo dos seus componentes uma postura profissional elegante que lhes assegure êxito pessoal e profissional ao se relacionar com clientes internos e externos. Ser bem-educado é predicado cada vez mais valorizado na vida como um todo. 

        Você, profissional, está prestando atenção para sua inteligência social? Karl Albrecht em seu livro Inteligência social (2006, M.Books do Brasil Editora) define inteligência social como a habilidade de se relacionar bem com as outras pessoas e conquistar sua cooperação. Essa capacidade, para muitos, é um fator determinante para uma carreira de sucesso. 

        A vantagem competitiva hoje é representada por atitudes e gestos considerados essenciais para solidificar a imagem profissional.  Alguns exemplos: dizer obrigado(a), pedir por favor, com licença, saber se apresentar e cumprimentar as pessoas, comportar-se elegante e corretamente em um almoço de negócios, vestir-se de acordo com a ocasião e o horário, usar o celular sem ser inconveniente. 

    Estamos na era dos relacionamentos, da empresa humanizada. O diferencial de uma organização para outra não está unicamente na tecnologia que ela tem à sua disposição, mas também no relacionamento que tiver com seus clientes, fornecedores, colaboradores.  O conhecimento e a prática correta das regras de etiqueta, ou seja, das boas maneiras e dos bons costumes, geram benefícios imediatos tanto para o profissional que as pratica como para a organização da qual faz parte. Facilita o convívio entre as pessoas por meio de comportamento adequado a cada ocasião e cerimônia. Ajuda a conquistar e manter clientes. Dá ferramentas para trabalhar em equipe e segurança em ocasiões cerimoniosas. E faz o ambiente de trabalho ser mais leve. 

    As atitudes do “ser” elegante são pautadas na educação, na humildade, na discrição, no bom senso, na generosidade, no amor e respeito pelas pessoas, na cortesia, na cordialidade e na hospitalidade. Nós nos preocupamos tanto com processos e procedimentos administrativos, relatórios gerenciais, não que não sejam importantes. Muito pelo contrário. Mas o que dizemos sem dizer uma palavra muitas vezes é o diferencial. Nós afetamos as pessoas com nossa postura, gestos, olhar, expressões faciais e apresentação pessoal. Da mesma forma como elas, também, nos afetam por estas mesmas vias. 

    Para fazer parte do time dos bem sucedidos, recomendamos prestar atenção e tomar cuidado especial com alguns pequenos, mas importantes, detalhes que podem afetar a imagem profissional:  

aperto de mão mole ou esmagador;

impontualidade;

participar de fofocas e fomentar a rádio corredor;

falar de problemas pessoais no trabalho;

apresentação pessoal desleixada;

desrespeitar a privacidade do outro;

repreender uma pessoa em público;

falar em voz alta em ambientes com divisórias;

chamar a pessoa aos gritos;

corrigir a gramática ou a pronúncia de quem estiver falando;

utilizar gírias e palavrões no vocabulário;

apontar coisas ou pessoas com o dedo;

bocejar, tossir, espirrar, assoar o nariz, sem discrição;

usar maquiagem pesada e perfume forte;

“cercar” o chefe no corredor, no elevador, no restaurante para resolver assuntos pendentes.


Considerando os pontos citados, você se considera uma pessoa elegante?