Vivências e convivências

Vivências e convivências

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A magia do Natal

"Todo ser humano passa por turbulências em sua vida. A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Que pão falta em sua vida?

Quando o homem explorar intensamente o pequeno átomo e o imenso espaço e disser que domina o mundo, quando conquistar as mais complexas tecnologias e disser que sabe tudo, então ele terá tempo para se voltar para dentro de si mesmo. Nesse momento descobrirá que cometeu um grande erro? Qual?

Compreenderá que dominou o mundo de fora, mas não dominou o mundo de dentro, os imensos territórios da sua alma. Descobrirá que se tornou um gigante na ciência, mas que é um frágil menino que não sabe navegar nas águas da emoção e que desconhece os segredos que tecem a colcha de retalhos da sua inteligência.

Quando isso ocorrer, algo novo acontecerá. Ele encontrará pela segunda vez a sua maior invenção: a roda. A roda? Sim, só que dessa vez será a roda da emoção. Encontrando-a, ele percorrerá territórios pouco explorados e, por fim, encontrará o que sempre procurou: o amor, o amor pela vida e pelo Autor da vida." (texto extraído do livro Você é insubstituível, de Augusto Cury)


Feliz Natal!!





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Algo menos pragmático

Vinicius de Moraes presenteou-nos com muitos poemas que marcaram época e passagens da vida de muitos de nós.
Vamos relembrar do Soneto de Fidelidade que Vinicius teria escrito em Estoril, em outubro de 1939.

Soneto de Fidelidade

DE TUDO, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.






domingo, 16 de dezembro de 2012

Espaço para pensamentos

"Para compreender as pessoas devo escutar o que elas não estão dizendo e o que elas talvez nunca venham a dizer." (Zohn Powell)

"O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos."(Oliver Wendell Holmes)

"Não há nada como um sonho para criar o futuro." (Victor Hugo)

"Convém em certas ocasiões ocultar o que se traz no coração." (Molière)

"A vida é uma viagem de três estações: ação, experiência e recordação." (Julio Camargo)

"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida." (Platão)

"O que me preocupa não é o barulho dos maus, mas sim, o silêncio dos bons." (Albert Einstein)

"Querida imaginação, o que mais me agrada em ti é nunca perdoares." (André Breton)


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ah se eu tivesse que fazer meu TCC.....

Frequentemente, estudantes de Secretariado Executivo enviam-me uma mensagem no correio eletrônico querendo alguma inspiração para o tema/assunto de um trabalho monográfico que precisam fazer para concluir o curso.

Na condição de "Mamãe Noel", deixo algumas dicas para você que - em 2013 - terá a tarefa desafiadora de elaborar seu trabalho de conclusão de curso. Sem obedecer a critério algum, lá vai meu brainstorming:

> O papel estratégico de quem assessora: empowerment, benchmarking, intra-empreendedorismo.

> O que será o amanhã na realidade de um profissional de secretariado?

> Uma lição de profissionalismo: nome e sobrenome de quem ecoa profissionalismo.

> A gestão da comunicação interpessoal para interagir assertivamente com equipes multiprofissionais.

> O investimento na carreira profissional versus crescimento profissional.

> A quem estamos "servindo"?

> O profissional de secretariado sob a ótica do empresariado.

> A gestão de processos e procedimentos administrativos como elemento de geração de autonomia e criação de oportunidades e novos espaços de atuação profissional.

> O lado estético de uma profissão. (considerando estética como a ciência da percepção)

> De que forma a dimensão estética influencia nos relacionamentos entre os integrantes no mundo dos negócios.

> As mudanças no papel (nos papéis) da empresa, dos executivos e dos profissionais do secretariado.

> Quais estratégicas para as Instituições de Ensino Superior divulgar o curso de Secretariado?

> Como os órgãos de classe trabalham a questão das informações e esclarecimentos sobre a profissão?

> Que reconhecimento os profissionais do secretariado querem, precisam e buscam?

> O que motiva um(a) secretário(a) a continuar na profissão?

> Qual é o seu valor como profissional de secretariado?

> Qual é o sentido da profissão?


Lembre-se sempre: 
Quem tem conhecimento, tem responsabilidade.

Sucesso!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O estágio supervisionado


Muitos estudantes, nesta época do ano, estão passando por uma das mais desafiadoras experiências: a apresentação do TCC - Trabalho de Conclusão de Curso perante uma banca examinadora. O TCC pode ser resultado de um estágio supervisionado feito ao longo do semestre ou de semestres, ou resultado de um trabalho de pesquisa desenvolvido dentro das normas de cada curso e instituição.

O estágio supervisionado, independentemente de curso, é uma importante etapa para a capacitação de pessoas com competência profissional e ética. É a hora de confrontar a teoria aprendida em sala de aula e a futura profissão. Proporciona uma reflexão sobre a realidade do mundo do trabalho e, se bem conduzido, aproxima, cada vez mais, a Universidade das organizações. Talvez seja uma das raras situações em que acontece essa aproximação, apesar de ambos, Universidade e organizações, precisarem dessa aproximação para construírem e reconstruírem suas práticas e se inovarem constantemente.

O estágio supervisionado é parte integrante do curso de formação em Secretariado Executivo. É obrigatório e condicionante para a diplomação. Como articulação teoria-prática, deve contribuir efetivamente para a formação do secretário executivo, quer como sujeito, quer como profissional. É uma estratégia para a sua formaçao e uma alternativa de contextualização dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula, e para o desenvolvimento de sua capacidade de agir e refletir dentro da realidade profissional.

Sempre defendi que o estágio supervisionado deve acontecer ao longo da formação, para que o estudante possa reavaliá-la e se tornar mais crítico e exigente em relação aos conteúdos trabalhados em sala de aula, desencadeando um constante (re)pensar das atividades acadêmicas que compõem o currículo do curso.

O aluno-estagiário deve ser incentivado a trazer as situações que vivencia no agir profissional para dentro da sala de aula, com o intuito ded tentar minimizar o hiato entre teoria e prática. Deve ser capaz de praticar a teoria e teorizar a prática.

Na mesma direção, as Diretrizes Curriculares dos cursos de Secretariado Executivo estabelece que o estágio supervisionado deve servir de "mapeamento" da realidade profissional, aproximando os conhecimentos acadêmicos das práticas de mercado. Ou melhor, que integre o saber acadêmico com as reais demandas da prática profissional., criando oportunidades para o aluno-estagiário conhecer as organizações e saber como funcionam.

Também deve procurar servir como meio de reconhecimento das atividades de pesquisa e docência, possibilitando ao aluno-estagiário identificar-se com novas áreas de atuação, de froma a estimulá-lo pela atividade de docência - aprender a ensinar.


domingo, 25 de novembro de 2012

Making introductions: some rules in English


According to Emily Post, the overall rule is that one person is always introduced to another. This is achieved either by the actual use of the word to -- "Mr. Johnson, I'd like to introduce you to Mr. Smith"-- or by saying the name of the person to whom the other is being introduced first, without using the preposition to. An example of this is: "Mrs. Gartner, may I introduce you Mr. Wagner."

In addition to the overall rule, there are three basic rules:

1. A man is always introduced to a woman. Example: "Mrs. Stein, I'd like you to meet Mr. Brown." or "Mr. De Marchi, may I introduce you to my mother, Mrs. Wamser."

2. A young person is always introduced to an older person.

3. A less important person is always introduced to a more important person. This rule can be complicated, since it may be difficult to determine  who is more important.

Following Mrs. Post reccommendations, do not introduce people by their first names only. Always include a person's full name. Avoid calling only one person "my friend" in an introduction. It implies that the other person isn't your friend.

When you introduce yourself, don't begin by saying: "What's your name?" Start by giving your own names: "Hello, I'm Anna Elisabeth...




sábado, 24 de novembro de 2012

A (re)construção dos cursos de Secretariado Executivo

 A formação de secretários executivos para atuarem em um mercado altamente competitivo e em constantes transformações, é o papel dos cursos de Secretariado Executivo. Devem formar profissionais com competência para promover e participar da melhoria do processo de gestão e desenvolvimento de organizações públicas e privadas, na busca do aumento de produtividade e competitividade. Um dos preceitos das Diretrizes Curriculares para os cursos de Secretariado.

É necessário levá-los a aprender a aprender e desenvolver-lhes a responsabilidade pela construção do conhecimento. O processo de construção do conhecimento acontece pela aprendizagem, que não significa memorização pura e simples, mas significa dizer que, se o sujeito efetivamente aprendeu, será capaz de reconstruir o conhecimento tempos depois. Constrói o conhecimento a partir de sua interação com a realidade.

A educação formal, em muitos casos, ainda está apoiada numa visão tradicionalista que reforça a fragmentacão do conhecimento. Assim, há currículos de Secretariado ainda trabalham com a ideia de separação entre teoria e prática, partindo do pressuposto que a teoria precede a prática. Organizam o conhecimento do geral para o particular, do teórico para o prático, com o estágio no final do curso.

Os conteúdos trabalhados em sala de aula raramente são extraídos do cotidiano dos estudantes, de seus problemas práticos. São, algumas vezes, tão distantes que os alunos questionam o porquê deste ou daquele assunto. Queixam-se diante da falta de um direcionamento do conteúdo da disciplina para a realidade de um profissional do secretariado. Sentem esta falta de direcionamento porque tem consciência e conhecimento da realidade do mercado de trabalho no qual estão inseridos. 

É triste afirmar, mas há professores, infelizmente, voltados unicamente para sua disciplina. São raros os que têm visão geral das disciplinas que compõem a estrutura curricular do curso de Secretariado. Assumem as aulas mas não se comprometem com o curso. Não têm uma participação efetiva na construção do conhecimento e desenvolvimento de competências e habilidades dos estudantes. Não sabem de seu cotidiano. Não têm tempo para se envolver com o curso e com os estudantes, porque são professores que estão na instituição de ensino somente no horários das aulas.
Poucos conhecem a trajetória da profissão. Temos professores que, ainda, têm uma visão do secretário executivo como alguém que presta serviços pessoais, não o considerando pertencente à categoria simbólico-analítica, como denominada por Robert Reich (1994).

Por outro lado, há também professores empenhados em enfocar conteúdos cada vez mais próximos da realidade dos estudantes, usando a pesquisa como atitude cotidiana, evitando o mero repasse de informações. Desafiam os estudantes através de reflexões, enquetes, situações-problemas e seminários, a não se contentarem em reproduzir determinado conhecimento acumulado, mas sim reelaborá-lo depois de confrontá-lo com suas próprias experiências.
Enfim, propiciam condições para o estudante ler, questionar, investigar, refletir, analisar e emitir seu ponto de vista.

Pergunto-me com certa angústia.......  

As empresas estão de fato abertas para contratar profissionais competentes formados pelos cursos de Secretariado Executivo?


domingo, 18 de novembro de 2012

A formação de Secretários Executivos é na Universidade

Levando em consideração que o conhecimento tornou-se o verdadeiro capital e o principal "recurso" gerador de riquezas, como já afirmava Peter Drucker nos anos 90, e que é somente através da educação formal que os milhares de informações que obtemos a cada segundo via mídia informativa são organizados e sistematizados, a escola e a universidade são chamados constantemente a rever seus objetivos.

Agora, é o poder econômico pleiteando da educação formal a capacitação de homens e mulheres com competências que lhes possibilitem lidar com as novas tecnologias e tendências do mercado. A educação formal talvez nunca antes esteve tão imbuída de ser a "articuladora" entre a qualificação profissional e a educação para a cidadania do que no momento atual.

É o momento de a educação formal não subordinar seus objetivos unicamente às necessidades do empresariado, mas dar uma resposta concreta na formação de pessoas com as competências requeridas, bem como de sujeitos de direitos e deveres para viverem na sociedade e serem capazes de fazer uma leitura crítica de sua realidade, no exercício pleno da cidadania, usando palavras de Pedro Demo.

A profissão de Secretário, como já afirmamos por inúmeras vezes, tem sofrido alterações significativas em sua trajetória, desde a época dos escribas até os dias de hoje, influenciadas diretamente pelas constantes mudanças na estrutura e no gerenciamento das organizações.

Neste caso específico, entendo que a Universidade é o lugar privilegiado para proporcionar a formação de Secretários Executivos competentes e éticos, dentro da categoria simbólico-analítica, ou seja, de profissionais capazes de intervir, identificar problemas e resolvê-los, propor soluções para os problemas que surgem no ambiente de trabalho, analisar dados e informações e trabalhar em equipe, capacitando-os para enfrentar o instável mundo das organizações e de sua administração, bem como acompanhar o acelerado avanço da tecnologia de informação e de comunicação.



sábado, 10 de novembro de 2012

O impacto das inovações tecnológicas


          A tecnologia sempre existiu e nunca deixou de se desenvolver. Rattner (1980, p. 57) define tecnologia “como sendo a aplicação sistemática de conhecimentos organizados e científicos para a solução de tarefas práticas.” Destaca que no âmbito do mundo capitalista a tecnologia é considerada sob todas as formas possíveis: produtos, máquinas, equipamentos e processos.  
No final  do século XIX, a maioria dos trabalhadores do campo ou artesãos ainda usavam instrumentos pré-industriais e mal sabiam eles que a moderna tecnologia já estava a sua volta: bondes movidos a eletricidade, luz elétrica, telefone, cinema, máquina de escrever, calculadora de teclado, rádio, fonógrafo, carro. (DRUCKER, 1971). Desde então até os nossos dias, as inovações tecnológicas têm impactado significativamente sobre a sociedade e o comportamento de seus membros, não tanto pela evolução em si, mas pelo ritmo acelerado como acontecem. 
Na agricultura, na indústria e na prestação de serviços, as máquinas estão conseguindo eliminar o trabalho humano e substitui-lo com muito mais eficiência, atingindo, de certa maneira, o desejo dos empresários de terem uma fábrica sem trabalhadores e um escritório sem papel. A produtividade melhora, o lucro aumenta e o trabalhador perde seu espaço de trabalho para as máquinas. É o desemprego aumentando vertiginosamente e comprometendo seriamente o poder aquisitivo das pessoas. Com isso, também, está se desfazendo a suposta “mágica” da tecnologia, que, conforme Rifkin (1995, p. 15), é a lógica da política econômica por mais de um século, ou seja, “novas tecnologias fomentam a produtividade, reduzem custos de produção e aumentam a oferta de produtos baratos, que por sua vez aumentam o poder aquisitivo, expandem mercados e geram mais empregos.” Hoje, depois de o homem viver décadas envolto e hipnotizado por esta “mágica” que vendia previsões para lá de otimistas, as novas tecnologias estão finalmente causando seu impacto. 
 As novas tecnologias de informação e de comunicação começaram a impactar com estruturas administrativas complexas, principalmente a partir do momento em que o computador  entrou em cena, nos anos 40. Nas primeiras décadas, o computador manteve-se distante do homem comum devido à necessidade de ambiente especial, pessoal técnico especializado, linguagens pouco acessíveis, alto preço e grande volume físico. 
Depois dos anos 80, o desenvolvimento de novas tecnologias de informação e de telecomunicações, entre as quais as redes de cabos de fibras óticas, sistemas de chaveamento digital, transmissão digital, comunicações por satélite, para citar apenas algumas, tornaram real a ligação entre computadores, criando-se as redes de computadores. Esses avanços tecnológicos abriram caminho para a entrada, em definitivo, do computador nos escritórios. 
Paralelamente, cresce a necessidade das organizações de racionalizar métodos, reduzir custos e aumentar a produtividade do escritório. E o computador veio responder a uma ansiedade das empresas que não podiam operar com confiabilidade e rapidez o volume crescente de seus dados. 
Muitos anunciaram o nascimento do escritório do futuro, do escritório sem papel, do escritório automatizado, do escritório eletrônico. Indiferentemente à denominação, a verdade é que, nas últimas três décadas, as novas tecnologias invadiram os escritórios, provocando uma série de mudanças na maneira como eram feitos determinados trabalhos.
          Nos escritórios, a introdução do computador afetou, por exemplo, o trabalho do secretário, que vinha destinando muito tempo de seu expediente a tarefas rotineiras, repetitivas e monótonas, como é o caso da datilografia. O computador chegou justamente para se encarregar destas tarefas meramente operacionais, imprimindo mais rapidez e executando as tarefas que requerem eficiência, para que o secretário pudesse se ocupar mais com as que requerem eficácia, ou seja, dar atenção às coisas certas, visto que o computador processa as coisas da maneira certa.
Se voltarmos à época da Revolução Industrial, vamos verificar que muitas mudanças aconteceram em decorrência das novas tecnologias. Era o mata-borrão, o lápis com borracha, as penas de aço, o papel carbono, a máquina de escrever manual, a calculadora de teclado, o mimeógrafo e o telefone presentes nos escritórios no final do século XIX. (RIFKIN, 1995).
Daí para a frente, até meados dos anos 70, com a chegada do telex, da fotocopiadora, da máquina de escrever elétrica e, um pouco mais tarde, da máquina de escrever eletrônica, a rotina para se enviar uma correspondência era praticamente assim: o chefe ditava a correspondência ao secretário, que, ao término do ditado, ia datilografá-la, levava-a para a apreciação do chefe, este fazia algumas correções e eliminava uma ou outra frase, se fosse o caso. Então, o secretário redatilografava a correspondência o número de vezes necessário, até que não houvesse nenhum erro, apresentava-a ao chefe para assinatura, passava na sala da reprografia para fazer uma fotocópia para o arquivo, voltava a sua mesa, envelopava a correspondência, esperava o office-boy para levá-la ao correio e ser, finalmente, enviada.
Dependendo do assunto, era enviado um telex, mas o esquema do ditado e aprovação era o mesmo. Assim como era idêntico o processo do envio de um comunicado interno ou de um memorando, que era entregue pelo office-boy ou contínuo, como era chamado em algumas organizações, diretamente na sala do destinatário. O escritório passou a ser uma fábrica de circulação de papéis.
No Brasil, com a chegada de microcomputadores com software para processamento de textos, os profissionais que trabalhavam nos escritórios começaram a ter algum tempo disponível para tarefas menos repetitivas do que a datilografia e redatilografia de documentos. A vantagem dessa inovação tecnológica era que, uma vez digitado, um contrato não precisava ser digitado novamente após a revisão, para a correção de erros ortográficos, por exemplo. Era preciso digitá-lo, salvá-lo num arquivo no computador e quando pronto, imprimi-lo em quantas vias fosse necessário. Agilizou o envio de documentos. Porém, não diminuiu a quantidade de papéis circulando no escritório, e a necessidade de fichas para os mais diversos controles.
Em algumas organizações, o uso do computador, a partir dos anos 80, eliminou a perda de tempo, mas para que a lentidão dos escritórios desse lugar à rapidez, e a eficiência à eficácia, foi preciso que se usasse a tecnologia de informação e de comunicação como suporte.
No decorrer dos anos 80 e 90, com muito mais velocidade do que antes,  novas tecnologias foram introduzidas nos escritórios: aparelhos de fax, secretária eletrônica, correio de voz, correio eletrônico (e-mail), pager, videoconferência, teleconferência, telefone celular. Todos possibilitam contato com uma pessoa a qualquer hora do dia ou da noite, onde quer que ela esteja, além da Internet, que permite a comunicação, indiferentemente do lugar, ao custo de impulsos locais.  Tudo graças às novas tecnologias de comunicação, como a transmissão por fibras óticas e por satélite. A comunicação pela rede interna de computadores - a Intranet, também, vem facilitar a localização e o uso de informações, bem como proporciona uma comunicação interativa entre as equipes, mesmo em lugares diferentes.

Toda essa tecnologia altera consideravelmente muitos dos procedimentos administrativos. Elimina funções e categorias de trabalho e leva as organizações a uma completa reestruturação administrativa.
Ninguém mais precisa ditar cartas e memorandos para sua secretária datilografar e o office-boy despachá-las. Praticamente todos têm acesso a uma tela de computador e a um teclado para enviar e receber suas mensagens. O executivo, por exemplo, pode digitar a mensagem em seu terminal e enviá-la à secretária para que faça a formatação e a envie eletronicamente. Se for comunicação interna, ele mesmo, via terminal, envia suas mensagens, do mesmo modo que as recebe e responde através da rede interna de comunicação. Muitos papéis, desta forma, são tirados de circulação e desocupam mesas de secretários, executivos e demais empregados administrativos. Os telefones passam a tocar menos, pelo fato de a comunicação acontecer via correio eletrônico. Viagens nacionais e internacionais de executivos são aubatituídas por teleconferências.
Em muitas organizações, as estações de trabalho (workstations), o escritório inteligente, já são uma realidade. O lay-out dos escritórios, sem as tradicionais paredes e as salas fechadas, permite um trabalho mais integrado, além de acomodar as pessoas e os equipamentos de forma harmônica. É a reengenharia espacial.
As organizações não podem parar de adotar as inovações tecnológicas, da mesma maneira que seus empregados não podem deixar de se qualificar para assumir sempre mais responsabilidades e estar preparados para as novas tecnologias que os pesquisadores estão desenvolvendo, e que impactarão o trabalho. A tecnologia é criada para nos servir. É uma ferramenta que tem falhas, como nós as temos também. É como diz Toffler (1980, p. 179):
Os computadores não são sobre-humanos. Quebram-se. Cometem erros... algumas vezes erros perigosos. Não há nada de mágico neles, e certamente não são “espíritos” ou “almas” no nosso ambiente. Entretanto, com todas estas limitações, encontram-se entre as realizações humanas mais espantosas e inquietantes, pois ampliam o poder da nossa mente como a tecnologia ampliou a força dos nossos músculos e não sabemos aonde as nossas próprias mentes nos levarão por fim.


 Referências:
DRUCKER, Peter. Tecnologia, gerência e sociedade: as transformações da empresa na sociedade tecnológica. (tradução de Luiz Carlos Lucchetti Gondim) Petrópolis/RJ: Vozes, 1971.

RATTNER, Henrique. Tecnologia e sociedade: uma proposta para países subdesenvolvidos. São Paulo: Brasiliense, 1980.

RIFKIN, Jeremy. O fim dos empregos: o declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho. (tradução Ruth Gabriela Bahr). São Paulo: Makron Books, 1995.

TOFFLER, Alvin. A terceira onda. (tradução de João Távora) 13.ed. Rio de
Janeiro: Record, 1980.

 

sábado, 27 de outubro de 2012

Atendimento e relacionamento com o público



Na semana de 18 de outubro de 2012 estive em Joaçaba, mais precisamente na UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina, ministrando curso de Atendimento e Relacionamento com o Público para seus profissionais de atendimento.
Ao término de todo trabalho tenho por costume solicitar aos participantes, que se sentirem confortáveis, fazer uma breve fala sobre a percepção que tiveram do que foi dito e discutido.
Para minha grata surpresa e alegria, depois de duas falas, Greici se manifestou dizendo ter feito sua reflexão por escrito sobre o curso e sobre as páginas lidas do livro A secretária que faz...
Este é seu texto na íntegra:

"Reflexão sobre o curso: Relacionamento e Atendimento com o Público

Pois é... “Nós somos a soma das nossas escolhas” (Filme Crimes e Pecados), portanto entendo que mudar de hábitos, atitudes... não é tarefa fácil, mas exercício diário.
No momento em que escolhi ser professora, abri mão de ser arquiteta (um grande sonho). A partir desse momento percebi a força da nossa linguagem, pois preciso defender a minha profissão, ela precisa ser valorizada e respeitada mesmo não concordando com o baixo salário. Uso como exemplo as palavras de Eliane Wamser (2010, p. 53) que diz “A valorização e o respeito transmitido às pessoas são proporcionais à força e à sofisticação que imprimimos à linguagem que usamos.” (Força da Linguagem)
Isso também acontece no amor, na família...
Que bom se pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses; ser casada de segunda à sexta e solteira nos finais de semana; ter filhos quando estou descansada e não tê-los quando estou cansada.
Ou seja, tudo em nossa vida é uma questão de escolha e Eliane Wamser também discorre sobre isso dizendo que: “O comprometimento com a profissão e o orgulho por exercê-la podem ser mensurados pelo grau de entusiasmo do profissional. Uma pessoa entusiasmada contagia os que estão ao seu redor [...]”, portanto precisamos nos valorizar como profissionais para assim podermos ter o poder de escolha. (Poder de Escolha)
Greici Fernandes da Silva
Unoesc Virtual"


Só me resta, com muita alegria no coração, dizer: Muito obrigada!



 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Como você me vê?

Faça esta pergunta a alguns de seus colegas.
É claro que a maioria deles será gentil, educada e se limitará a dizer o que acredita que você espera ouvir. Mas é possível que um ou outro chame atenção para algo que você nunca tenha percebido. 
Algo que pode ser aprimorado.

Algumas vezes, ouvimos o que não queremos. Em outras não nos é dito pessoalmente, mas circula entre as pessoas criando rumores, o que acaba prejudicando nossa imagem pessoal.

Em geral, nossa imagem é prejudicada por detalhes que consideramos insignificantes, mas que são importantes para outras pessoas. Preocupamo-nos tanto com a gestão de processos e com a execução de procedimentos administrativos que não percebemos o quanto somos afetados e afetamos as pessoas com a postura, o olhar, gestos, expressões e a apresentação pessoal.
No mundo corporativo, a competência técnica é tão importante quanto a competência social e comunicacional.

Tenha coragem e pergunte:

Qual é a imagem que estou projetando para as pessoas ao meu redor? 




domingo, 30 de setembro de 2012

30 de setembro



30 de setembro 
- dia em que foi regulamentada a Profissão de Secretário - 
Lei 7.377/85.

Parabéns aos Profissionais de Secretariado.



sábado, 29 de setembro de 2012

A Câmara Brasil-Alemanha de Blumenau (SC) agradece


"Prezadas.
Na noite de ontem (27 de setembro de 2012), o 6º Encontro do GIE das Secretárias Executivas foi agraciada pela mensagem muito sábia da  coordenadora do grupo, Eliane Wamser. Quem não compareceu realmente perdeu uma bela e harmoniosa noite.
A apresentação artística do grupo de músicos do Teatro Carlos Gomes emocionou a todas. E após muito networking entre as colegas de profissão, terminamos a noite com um saboroso jantar seguido de sorteio de brindes.
As coordenadoras do GIE, assim como a Câmara Brasil Alemanha, sentem-se gratificadas por estar à frente das ações e poder neste dia, 30 de setembro, parabenizá-las(os) por mais uma merecida comemoração do Dia Nacional do Profissional de Secretariado.
Parabéns a todas(os) que exercem essa profissão com louvor. Muito sucesso e felicidades. 

Câmara Brasil-Alemanha de Blumenau (SC)"

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A visita


Ontem, às 20h, tive a grata satisfação de participar do Programa Mulheres, na TV Galega (emissora aqui de Blumenau - SC), que é apresentado pela simpática e atenciosa Denise Bichling.

O tema foi a respeito do livro que escrevi: A Secretária que faz...., ampliando o bate-papo para minhas atuais atividades como instrutora e palestrante.

Chegando em casa, acessando o Twitter, tinha uma mensagem do cientista social e historiador de Blumenau, Adalberto Day, dizendo que tinha assistido o Programa Mulheres e apreciado minha fala durante a entrevista.

Antes tarde do que nunca, hoje fiz o que já tinha que ter feito, fui até sua residência para lhe presentear com um exemplar do livro. 



Pelo pouco tempo que lá estive com ele, já foi possível me certificar da razão pela qual é chamado de O cuidador da história de Blumenau,  na reportagem feita pelo Jornal de Santa Catarina. (http://www.adalbertoday.blogspot.com.br/2012/09/o-cuidador-da-historia-de-blumenau.html).

Um grande abraço!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dia do profissional de secretariado: o que temos a comemorar?



O que temos a comemorar enquanto profissionais de secretariado?

Com este questionamento iniciei uma discussão em uma rede social. Recebi vários comentários. Um dos comentários chamou-me particular atenção porque a respondente – que é professora e formadora de secretários – ao relatar aspectos de sua caminhada – enfatizou (1) o fato de hoje ocupar um cargo de gestão, com liderança de equipe, e muito orgulhosa de sua base de formação ser em Secretariado Executivo; e (2) de as empresas não terem um plano de carreira específico, que ao perceberem o potencial promovem o profissional para outro cargo.

Podemos – e devemos - comemorar, e muito, o “Dia do Profissional de Secretariado” porque atingimos um nível de compreensão de que a partir do Secretariado pode-se fazer um planejamento de carreira, conduzindo a trajetória profissional a partir da formação em Secretariado.

Porém, não vejo a necessidade de se ter um plano de carreira específico nas organizações. Entendo que a capacitação em Secretariado credencia o profissional a pensar sua carreira a partir das oportunidades de carreira que uma empresa oferece, até porque temos que formar Secretários para as quatro competências: Gestão, Consultoria, Assessoria e Empreendedorismo.

Essas competências, aliadas a uma dose de determinação e persistência por aprender e se capacitar sempre, possibilitarão ao profissional acessar o plano de carreira corporativo. Outras profissões fazem isso muito bem, como por exemplo, o pessoal das engenharias, que é admitido na empresa como engenheiro e passa a acessar o plano de carreira, tornando-se coordenador, supervisor de uma área, chefe de outra, gerente e quem sabe diretor. Porém, continua tendo como base sua formação em Engenharia. Ou seja, tem a profissão de Engenheiro, com registro profissional e exerce cargos de acordo com a empresa em que se encontra, a partir de suas qualificações e habilidades.

Isso hoje também é possível no Secretariado. Eu mesma posso me citar como exemplo. Fiz e faço minha carreira profissional a partir do Secretariado. E tenho imenso orgulho disso. Secretária executiva trilingue por 17 anos, depois professora universitária na área de Secretariado, e agora consultora e instrutora, tendo constituído uma empresa de desenvolvimento profissional, lidando diretamente com a capacitação de secretários/assessores e cargos de liderança/gestores. Sempre como base em minha atuação no Secretariado.

Escrevi um livro intitulado A secretária que faz..., que costumo presentear aos gestores para os quais ministro cursos. Podem até se perguntar: livro de secretariado para um gestor ler? Sim. Tenho recebido o feedback de muitos deles após lerem o livro, que trata de vivências e convivências, posturas adotadas e assim por diante.

Digo isso para lhes mostrar que cada profissional – indiferente da área - deve buscar sua autovalorização. Sempre busquei isso e deixo isso claro no livro. Em resumo, lhes digo, tenho orgulho do Secretariado, porque a partir dele pode-se sim traçar uma carreira profissional.