Vivências e convivências

Vivências e convivências

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O contrato psicológico entre o assessor executivo e o assessorado



Muitos profissionais de secretariado têm dificuldade de se adaptar ao estilo e ritmo de trabalho da pessoa que assessoram. Perdem-se até na hora de pegar assinatura em um documento; ao encaminhar as pessoas para uma reunião; no momento de contornar situações corriqueiras por telefone; na hora de comentar questões ocorridas na empresa.

Por que isso acontece?

Que atitude tomar para reverter a situação?

Entendo que é preciso se estabelecer um contrato psicológico entre quem assessora e quem é assessorado.

Os especialistas em gestão de carreira, como Joel Souza Dutra, por exemplo, fazem referência ao contrato psicológico quando abordam questões de carreira.

Neste caso aqui, o que é o contrato psicológico entre o assessor e o assessorado?

Certamente não estou me referindo a um documento escrito com cláusulas e incisos, registrado em cartório. Trata-se de um conjunto de expectativas mútuas, implícitas, que precisam ser verbalizadas entre as duas partes. Um levar ao conhecimento do outro a forma como quer receber a assessoria, de que forma se darão as relações diante de situações previsíveis e imprevisíveis que irão acontecer no cotidiano do ambiente de trabalho.

Diálogo é a ação chave para começar a delinear as cláusulas do contrato. Desconheço outra maneira, a não ser por intermédio do diálogo, para se estabelecer uma relação de confiança entre as partes (assessor e assessorado). É um contrato que determinará como agir em momentos simples e como agir em situações de extrema complexidade.

Sem dúvida, este diálogo deve conduzir a um autodirecionamento e certa autonomia, o que acontecerá diante da autenticidade da conversa e da segurança que um passa ao outro pelo conhecimento técnico e comportamental de que ambos são detentores. Nada disso é possível se uma das partes sentir-se inseguro, e tiver medo ou falta de disposição para aprender continuamente.

Você teria resposta para estas duas perguntas?

1.   O que o meu gestor espera do meu trabalho?

2.   Como eu encaro o meu trabalho?

 

A atitude pessoal de cada profissional exerce uma considerável parcela de responsabilidade para que esse contrato psicológico prospere.

O que diz seu coração a respeito? O que diz seu poder racional? Pondere as  respostas vinda de seu coração com as respostas emitidas pelo seu ser racional, e ache o equilíbrio.

É o equilíbrio que possibilitará priorizar e flexibilizar as ações, acelerar ou afrouxar. Ter conhecimento e habilidades nos dá equilíbrio e capacidade para ponderar se é possível deixar para amanhã a assinatura daquele documento que já gerou estresse de tanta polêmica que causou. Afinal de contas, para hoje o dia já deu!
Se puder ficar para manhã, por que não?

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário