Vivências e convivências

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sábado, 11 de junho de 2016

Programa 5 S: uma via para a organização pessoal e profissional


Programa 5 S

 §  O 5S surgiu no Japão no início dos anos 1950.

§  Na indústria, seus principais papéis são: liberar áreas, evitar desperdícios, melhorar relacionamentos, facilitar as atividades e localização de recursos disponíveis.

§  Trata-se de uma sigla formada pelas iniciais de cinco palavras japonesas: SEIRI (Seleção), SEITON (Ordenação), SEISOH (Limpeza), SEIKETSU (padronização) e SHITSUKE (disciplina).

§  Os cinco sensos, comumente chamados de 5S, são a porta de entrada de um Programa de Qualidade Total. Tem um grande efeito sobre a motivação para a qualidade, visto que seus resultados são rápidos e visíveis.

§  A sua grande virtude é seu grande defeito. Nós a tornamos seu maior defeito ao pensarmos que o Programa 5S se resume a melhorar a aparência do local de trabalho ou outro ambiente qualquer.

§  A essência dos 5S é mudar atitudes e comportamento.

§  Sua prática contínua e insistente leva, inevitavelmente, a uma mudança interior que resultará, ao final, em uma disposição mental para a prática de um programa onde os resultados são de médio ou longo prazo, como a Qualidade Total.

§   Uma forma simples de definir é: são atividades que praticadas por todos, com determinação é método, resultarão em um ambiente (casa, local de trabalho, clube ou mesmo cidade) agradável e seguro.

 
Seiri (utilização, descarte e seleção)

§  É a análise do local de trabalho, onde se deve verificar quais são os materiais, ferramentas e equipamentos necessários à execução das atividades.

§  Selecionam-se aqueles que agregam valor ao processo e que são usados constantemente, colocando-os próximos ao local de operação.

§  Os não-aplicáveis diretamente sobre as operações são descartados, objetivando eliminar ferramentas, dados e controles ultrapassados, equipamentos e outros itens desnecessários ao desenvolvimento do trabalho.

§  Objetiva aumentar a produtividade e eliminar os desperdícios. 

Seiton (sistematização, ordenação e arrumação)

§  Verifica-se como estão dispostas as ferramentas de trabalho, devendo colocá-las numa ordem lógica e sequencial, segundo as operações a realizar.

§  O objetivo é ter “à mão” os elementos que serão utilizados no processo produtivo (fluxo de trabalho), de tal forma que não se perca tempo e atrase o atendimento ao cliente ou as fases do processo.

§  Uma boa opção é padronizar os instrumentos específicos com cores diferenciadas. 

Seisoh (limpeza... é limpeza mesmo)

§  O ambiente de trabalho deve estar permanentemente limpo e cabe a todos contribuir para a sua manutenção, independente do nível hierárquico que ocupa.

§  É necessário fazer um trabalho de conscientização, pois, se houver uma participação coletiva, todos sairão ganhando: os empregados, com um ambiente saudável e seguro; a empresa, com uma imagem positiva e maiores lucros; e os clientes, com a qualidade dos produtos e dos serviços.

§  O conceito de limpeza também compreende a segurança do trabalho, a utilização correta das máquinas e equipamentos, dentro de suas especificações técnicas, não causando desgastes desnecessários e, ainda, o não-uso da matéria-prima e outros materiais, acima de suas reais necessidades, ou seja, não os desperdiçando. 

Seiketsu (asseio, saúde e higiene)

§  É a preocupação que cada funcionário deve ter com relação à saúde. São as condições de higiene que a empresa deve oferecer por meio de planos de saúde ofertados a seus funcionários e dependentes; manutenção de suas instalações físicas, etc.

§  O asseio de todos irá refletir positivamente no ambiente de trabalho. 

Shitsuke (autodisciplina, educação e comprometimento)

§  É algo inerente aos bons funcionários e que deve contagiar os demais. Espera-se que os funcionários estejam comprometidos com os processos, com as normas, com os clientes internos e externos e sigam os padrões técnicos estabelecidos pela empresa.

§  Não se deseja funcionários inertes e sem iniciativa, e, sim, participativos, preocupados com a melhoria contínua, que dêem sugestões, discutam os assuntos e, tomada uma decisão aderem a ela, como se sua fosse.

§  Possibilita que haja um mínimo de controle sobre as atividades destes funcionários, pois acredita-se que eles são elementos cônscios de suas responsabilidade.
 

Referência
COLENGHI,  Vitor Nature. O&M e qualidade total: uma interpretação perfeita. 2.ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.



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