Vivências e convivências

Vivências e convivências

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A elegância infantil no parque

Você, mãe ou pai, já observou o comportamento de seu filho ou de sua filha no parque?

Neste domingo tive a oportunidade de participar de um churrasco anual promovido pela Associação Recreativa que fica próxima de minha casa.
As crianças adoram brincar e para agradá-las e animá-las, foram montados vários brinquedos no parque que já existe na Associação.
Eram brinquedos tradicionalmente indispensáveis para todo e qualquer evento em que crianças (até 12 anos de idade) se fazem presentes. Havia pula-pula, piscina de bolinhas, cama elástica, escorregador...... Todos com a presença de um monitor que controlava, principalmente, o tempo que cada criança ou dupla de crianças, ficava nos brinquedos.

Ao acompanhar minhas lindas sobrinhas para os brinquedos chamou-me especial atenção a boa educação das crianças nas filas. Cada qual aguardando ansiosamente sua vez de entrar no brinquedo, sem qualquer artimanha ou gesto para furar a fila e assim tirar vantagem de outro amiguinho que lá estava.

Vez por outra aparecia uma criança não muito disposta a aguardar na fila. Sua impaciência passava despercebida. Percorria brinquedo por brinquedo, sem sucesso. Em todos havia fila. Mesmo que fosse uma fila de duas ou três crianças, o exercício da paciência e do respeito ao próximo era necessário.

É aí que eu quero chegar: no exercício da paciência e do respeito que eu vi nas crianças que lá brincavam animadamente. A boa educação na fila. As boas maneiras e o respeito com o coleguinha. Cada um esperando a sua vez e respeitando o tempo estipulado para brincar em cada brinquedo. Comportamento de gente grande, diriam alguns!

Sabemos que ao observar as regras de convívio em casa, na escola, na rua ou no clube, a criança vai aprendendo a ser uma pessoa compreensiva e amável com os outros. Será alguém consciente de que nem tudo é de seu uso exclusivo, que vive em comunidade. Por isso precisa entender que existem regras básicas, assim como esperar a sua vez para curtir o brinquedo.

Cabe aos pais a tarefa de encaminhar as crianças para o caminho da boa educação e dos bons modos, começando por aquelas palavrinhas mágicas: muito obrigado, por favor, com licença, desculpa. Que, por sinal, andam meio fora de moda para muitos.

Diante deste contexto, cabe uma pergunta: em que fase da vida os bons modos começam a dar lugar a comportamentos socialmente inconvenientes? Quando se deixa de aprender a “ser gente grande”, que observa e respeita normas de civilidade e convívio social, ciente de seus direitos e deveres?

3 comentários:

  1. Gostei de escrever sobre etiqueta para crianças.

    ResponderExcluir
  2. Gostei do seu texto. Acredito que viver em grupo pressupõe, inevitavelmente, ter de aceitar certas normas de convivência e assumir determinados papéis dentro do grupo. A criança vai aprendendo tal realidade por meio da dinâmica de interação pessoal, que se inicia quando nasce e que irá se desenvolvendo ao longo da sua trajetória. Aprender a respeitar os horários da escola, por exemplo, desde o momento em se entra nela. AS crianças de 3 anos da escola infantil devem adquirir a consciência de que os horários da escola devem ser respeitados. É fundamental, desde as primeiras experiências da vida em grupo, na escola infantil, que a criança vivencie o valor e a importancia das diferenças individuais, já que é essa diferenciação que enriquece a vivência coletiva. Respeitar, esperar são virtudes semeadas desde pequenos!

    ResponderExcluir
  3. Elí Helena Soares Lavina13 de abril de 2010 08:57

    Alguns pais consideram que esta orientação é dever da escola. Considero que é parte de nossa missão como educadores a educação no sentido de facilitar a vida em sociedade. Mas o meio onde esses ensinamentos são transmitidos, a meu ver, ainda deveria ser a família, o berço. A escola é uma continuação do que a criança aprende em casa.

    ResponderExcluir