Vivências e convivências

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mulher profissional, esta é a minha opinião. E a sua?

O profissional de secretariado sempre foi alvo de centenas de apelidos estereotipados, maliciosos e pejorativos. Ainda são inúmeras as dúvidas que persistem tanto na esfera dos dirigentes como junto às próprias profissionais. É uma profissão em extinção? Em transformação? Em transição? Já não é “coisa” fora de moda? Será que tem campo de trabalho? Será que as novas TICs conseguirão obscurecer os estereótipos e apelidos herdados desde o início da função, e torná-la uma verdadeira assistente, assessora e administradora de informações? A denominação de “secretária” está acompanhando toda a evolução do seu perfil e papel nas organizações de hoje? Será que retrata nítida e exatamente todas as suas atribuições nas empresas?

Muitos são os questionamentos feitos e que poderão ser respondidos em base às experiências vivenciadas pelas profissionais que atuam no mercado.

Relembrando, a profissão de Secretário, institucionalizada pela Lei 7.377/85, desde o seu surgimento na época dos escribas até hoje, tem sofrido alterações significativas em sua trajetória. De função passou a profissão. Uma profissão como a de Médico, Fisioterapeuta, Administrador, Economista, Advogado, com seus respectivos registros profissionais e código de ética.

Uma organização voltada para a gestão de relacionamento e apoio aos clientes, não tem mais espaço em sua estrutura para profissionais com o perfil de décadas passadas (símbolo de status, contratada para servir cafezinho, cuidar do remédio do chefe, resolver problemas domésticos para a patroa, atender as ligações telefônicas e anotar os recados).

Aquela secretária, digna de ser chamada mulher profissional, está acompanhando, com todo seu entusiasmo, esta evolução. Sabe aproveitar cada espaço deixado na organização, com competência e profissionalismo.

Fazendo o quê? Assessorando diretamente executivos, dirigentes, diretores, presidentes, superintendentes. Planejando, organizando e controlando processos e procedimentos administrativos. Organizando e gerenciando informações para a consecução de objetivos e metas corporativas. Usando a língua estrangeira nas formas em que a empresa dela fizer uso, tais como tradução e versão, interpretação, síntese e produção de textos e documentos. Gerenciando documentos empresariais. Organizando e participando de reuniões e viagens, tomando as providências protocolares necessárias. Para citar apenas algumas das muitas atribuições. Sim, porque depende do porte e ramo de atividade da empresa, bem como da área e da equipe multiprofissional que se assessora.

O papel da secretária tradicional evoluiu para o papel de assistente e assessora de executivos. E não só de um único, mas de dois, três, quatro, cinco, seis, nove executivos. Ou de um departamento. Ou de uma equipe multiprofissional. As suas atribuições foram, significativamente, ampliadas.

Os empreendedores e gestores que já deixaram os modelos tradicionais de gerenciamento de lado têm essa visão e sabem o quanto seu tempo e os procedimentos são otimizados pelo fato de contarem com uma profissional qualificada para assessorá-los. Eles procuram e valorizam profissionais do secretariado - assistentes e assessoras - com perfil empreendedor, inovador, criativo, dinâmico, polivalente, com domínio, no mínimo, de dois idiomas, conhecedoras de tecnologias, de etiqueta e cerimonial, discretas, éticas, com excelente redação própria e visão generalista da organização.

E o salário? Este varia de organização para organização, dependendo de seu porte (pequeno, médio, grande) e de seu ramo de atividade. Certamente não é um salário desprezível. Contudo, é preciso estar atento e preparado para as exigências do mercado de trabalho, que cada dia requer novas competências e habilidades.

A atuação da mulher, no mundo corporativo, está se tornando cada vez mais comum. Apesar de ainda ser relativamente rara a presença feminina entre os cargos topos de uma organização, a porcentagem vem aumentando consideravelmente. O exército feminino que, até agora, tem conseguido cargos bem remunerados teve que mostrar sua força, lutando centímetro por centímetro, degrau por degrau. Quantas mulheres conhecemos que, no dia a dia, precisam provar sua competência? Estão acostumadas a ultrapassar barreiras e a se dedicar com muita obstinação até alcançar suas metas.

Graças às barreiras e à obstinada dedicação, cresce a participação feminina em cargos antes ocupados unicamente por homens. As mulheres se valem de armas que são, definitivamente, muito femininas: intuição, sensibilidade, garra, dedicação e comprometimento. Armas, por sinal, cada vez mais valorizadas pelas organizações contemporâneas. Claro, aliado a isso está sempre uma formação profissional adequada.

Muitas já chegaram lá; são bem sucedidas. Chegaram lá pela sua competência profissional. Souberam usar o seu talento e mostrar ao time da maioria que não são do tipo de mulher que recebe o bonus de Natal e já no primeiro dia útil após os feriados aparece no escritório exibindo uma nova jóia. Elas querem mais do que apenas um objeto. Elas querem mais porque são ambiciosas, talentosas, competentes e profissionais.

Qual é a sua opinião?

4 comentários:

  1. Penso que oportunidades para profissionais competentes sempre aparecem, eles são disputados. No competitivo mercado de trabalho, a assessoria executiva exige altissima qualidade, para isso o profissional deve estar em constante crescimento, falo de educação continuada, de atualização profissional. A assessoria executiva é polivalente, multifuncional, tem ótima capacidade de relacionamento interpessoal, possui visão holística da empresa, conhecimento avançado em tecnologia da informação e comunicação (TIC), enfim é excelência no desempenho de suas funções.
    Acredito que esse tipo de talento é raro, porque para se chegar a excelência é preciso determinação, persistência, gostar de aprender e principalmente, é preciso amar o que se faz.

    Elí Helena Soares Lavina
    Secretária Executiva Bilíngue
    Educadora em curso Técnico em Secretariado
    Especialista em Administraçao Hospitalar
    Pós-graduanda em Educação a Distância.

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  2. Concordo plenamente contigo. Uma assessoria executiva de altissima qualidade sempre será disputada no mercado de trabalho por um talento construído a partir de sua determinação. Primeiro, em estabelecer metas. Segundo, por traçar as ações para concretizar essas metas. Terceiro, por agir e ter atitudes na direção do alvo planejado. Quarto, por ter a humildade de, no decorrer deste caminho, dizer que "não sabe", mesmo com o diploma de bacharelado em Secretariado. E ai se disponibilizar a aprender, aprender, aprender........
    Obrigada, Elí, pelo seu comentário.

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  3. Eu concordo plenamente como que a Professora Eli falou e aproveito para agradece-la por todo este conhecimento no qual tentou nos passar ao máximo. Agradeço também a Professora Eliane, por suas palestras divertidas e muito bem elaboradas, que também foram fundamentais em nosso curso. Graça a pessoas como vocês, nós "principiantes", aprendemos desde o inicio o quanto somos importantes na função que escolhemos.


    Deise Oberger
    Téncnica Secretária Executiva

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  4. Deise,
    seu comentário é sempre bem-vindo. Enquanto puder ter a oportunidade de conversar com pessoas interessadas no secretariado, sempre direi: "Eu faço a minha profissão tão especial quão especial eu me considero." Isso também cito no meu primeiro livro, que está em fase final de editoração. Um abraço.

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