Vivências e convivências

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cultive um apurado relacionamento interpessoal

Sei que muitos já escreveram sobre isso.... Sei que você já ouviu isto em mais de três palestras que participou..... mas, sempre é prudente escrever mais uma vez....


Numa época em que se vivenciam mudanças, ao mesmo tempo radicais e muito rápidas, com grande fluxo de informações, faz-se necessário a excelência empresarial e profissional, com ênfase nos relacionamentos organizacionais, com a valorização do capital humano.


A formação dinâmica, nas áreas de Ciências Humanas e de Sociais Aplicadas, permite ao profissional de assessoramento executivo agregar conhecimentos de diversas áreas, dentre as quais está a gestão de pessoas. Suas funções são valorizadas pelo fato de agregar valores e responsabilidades no seu agir profissional, e por ter a sensibilidade de perceber a importância do valor do capital humano no mundo corporativo – principal gerador de riquezas deste século.


Por este motivo é uma categoria profissional que deve procurar desenvolver, concomitantemente as habilidades técnicas, habilidades na área humana, tais como: capacidade de relacionamento, trabalho em equipe, gestão e liderança, que proporcionaram sua ascensão no mundo corporativo.


Como professora e consultora tenho acompanhado situações de desvalorização profissional, estimuladas por gestores com uma visão restrita e desatualizada. Ainda vivem a realidade administrativa dos anos 60 quando os profissionais de secretariado eram considerados meros executores de tarefas rotineiras ao lado de dirigentes com a visão de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. São gestores que dificultam oportunidades para o profissional demonstrar seus conhecimentos construídos na graduação ou habilidades desenvolvidas nas experiências profissionais.


Quem assessora deve ter habilidade técnica para visualizar e propor mecanismos para a racionalização de processos e procedimentos administrativos com os quais está diretamente envolvido, para simplificar e agilizar determinada atividade e, por consequência, tornar seu trabalho mais efetivo na consecução das metas organizacionais. Tendo assim, seu próprio tempo otimizado para gerenciar mais atentamente o relacionamento com clientes internos e externos.


O que se percebe é que o relacionamento com clientes internos e externos, muitas vezes, é prejudicado pela ausência de racionalização de procedimentos administrativos e execução de atividades meramente operacionais. O assessor deixa de pensar em caminhos que podem contribuir com a equipe gestora no aperfeiçoamento de ferramentas voltadas à otimização do processo decisório em si, pelo fato de estar “apenas” na execução de tarefas repetitivas e, quem sabe, muitas vezes desnecessárias.


O assessor executivo, que entende e chama para si pensar e fazer a gestão de determinados processos e procedimentos administrativos, está exercendo o seu verdadeiro papel de “secretário/assessor analista-simbólico”, corroborando com a classificação dada por Robert Reich, em seu livro O trabalho das Nações (1994). Lembrando que para o autor um analista-simbólico soluciona e identifica problemas e promove a venda de soluções por meio da manipulação de dados.


Ressaltando, quem assessora, além da capacidade técnica e específica da sua área de atuação, precisa cultivar um apurado relacionamento interpessoal, capacidade de trabalhar em equipe e administrar conflitos. Isto porque no seu dia a dia administra situações envolvendo toda a rede de relacionamento, seja interna – colaboradores da empresa - ou externa – clientes, fornecedores e parceiros. Porém, esta habilidade ainda passa despercebida dentro de muitas organizações.

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