Vivências e convivências

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terça-feira, 4 de maio de 2010

O adolescente e a etiqueta à mesa


“Canso de falar, mas não tem jeito. Durante as refeições, ela acaba sentando com os pés na cadeira e os cotovelos na mesa.” Desabafo de uma mãe.

“Adolescente é rebelde e as regras de comportamento à mesa passam longe dele.” Outra afirmação que ouço com frequência.

Concordo com você, mãe! Sim, papai. Santo de Casa não faz milagres! Quando se deparam com alguém de fora, uma professora, uma consultora de etiqueta, por exemplo, eles se rendem às falsas impressões que um dia alguém lhes passou sobre bons modos como algo de gente fresca e fútil. Mudam a cor de suas lentes para conhecer um pouco mais sobre as ditas regras de conduta social.

Nos cursos de postura e comportamento que ministro para a galera entre 16 e 24 anos, o interesse deles neste assunto é notório. Chovem perguntas quando o assunto é comportamento à mesa: É feio comer com a boca aberta? Posso palitar os dentes à mesa? E o meu boné? Devo tirar ao sentar à mesa?

Esses dias, uma pergunta deixou-me intrigada e incomodada:
“Professora, não tenho como praticar as regras à mesa porque na minha casa não temos o hábito de sentar à mesa. Cada um faz seu prato e se senta onde melhor lhe conviver. Um na frente da televisão; outro leva seu prato e continua teclando no MSN; meu pai e minha mãe sentam no sofá.”

O que lhes dizer diante desta constatação que eles mesmos fazem?

Caros pais, infelizmente não há regra de civilidade que vá resistir a esta falta de prática de convivência. As refeições são tidas como as ocasiões mais importantes para a reunião e união da família. Momentos únicos para a família conversar, se olhar; cada um aprender a respeitar o tempo do outro. Um momento privilegiado para os pais interagirem com seus filhos.

Enquanto isso, continuo perguntando: Quem foi que disse que adolescente não se interessa por regras de comportamento à mesa?

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