Vivências e convivências

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domingo, 14 de agosto de 2011

Um sutil puxão de orelha, por que não?



Desta semana tive a grata satisfação de conversar com Glauber (nome fictício), assessor de um empresário que tem pretensões políticas nas eleições de 2012.

Como assessor político, Glauber tem uma gama significativa de conhecimentos e informações específicas da área política. Conhecimento que ele tem a partir de sua vivência de anos como militante de um partido político. Preferencialmente, quem está nesta função deve ter vivência política para orientar muitas das decisões estratégicas que deverão ser tomadas mesmo antes do tempo oficial destinado para a campanha.

Procurou-me com o objetivo de entender mais afundo algumas questões que envolvem o assessoramento em linhas gerais. Tivemos um longo bate papo, e determinados posicionamentos meus é que quero compartilhar aqui com vocês. Vamos lá...

Quem assessora jamais pode ter atitude de vaquinha de presépio: Sim, senhor, Sim, senhor.... Quem assessora pondera, recomenda, aconselha e de uma forma equilibrada e sutil dá um puxão de orelha no assessorado, se a situação assim exigir.

Um assessor que sempre concorda, jamais faz um contraponto nas decisões de quem assessora, na verdade não está assessorando. Está secretariando dentro dos limites de necessidades do assessorado. Não passa de executor de tarefas sob o comando do assessorado. Função operacional.

Um assessor com habilidade e competente excede os limites do assessorado. Chega antes. Pensa antes. Antecipa-se. Ele tem um espírito de servidor. Em determinadas ocasiões - atrevo-me a dizer - tem a função de protetor do assessorado. Sim, o fato de ter visão global do que está acontecendo possibilita traçar estratégias e ser preventivo. Ainda mais em se tratando de um futuro político. A sua imagem deve ser preservada a partir de agora.

Cabe ao assessor discutir com ele aspectos que estão ou que podem prejudicá-lo. Refiro-me, a título de exemplo, em prestar atenção aos pontos deselegantes (vamos dizer, gestos deselegantes) que por força do hábito (cacoetes) o pretendente a cargo político comete e dar um toque - com toda elegância - para que este se dê conta de que, indiferente do ambiente que venha a frequentar, nenhuma estripulia de sua linguagem não-verbal será tolerada. Todo e qualquer deslize será motivo de comentários..... negativos, com certeza!!

A autoconfiança de quem assessora é necessária. Caso o assessor venha a perder o chão em função de um certo deslumbramento com o cargo, passa a ser prejudicial pelo fato de impossibilitar uma visão objetiva da realidade que está posta. E nesta circunstância entra a habilidade de uma pessoa querida que um assessor deveria sempre ter ao seu lado para lhe cutucar e dizer: “Ei, amigo, terra chamando!”





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