Vivências e convivências

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Assessoria Executiva: o que vem a ser?


Caros estudantes e profissionais de secretariado,

este texto escrevi em 2003, quando estávamos no auge das discussões no mundo acadêmico sobre a questão de assessorar no fazer do cotidiano de quem atuava como secretário executivo.

Talvez ainda possa ser útil em suas reflexões agora em 2018.

Assessoria Executiva 
            A literatura que trata da assessoria executiva ainda é extremamente ínfima e pobre. As poucas publicações que temos a felicidade de encontrar abordam superficialmente o que acreditamos ser efetivamente assessorar no contexto de profissionais que exercem e gerenciam atividades inerentes à profissão de secretário.
            Como profissionais diretamente envolvidos na arte de assessorar procuramos esboçar uma primeira conceituação, levando em consideração as vivências no cotidiano das organizações em que atuamos. Somos integrantes do primeiro curso de Especialização em Secretariado Lato Sensu, focado na Gestão de Pessoas e Processos, organizado pelo CESUSC, em parceria com o SINSESC, cuja primeira turma iniciou as aulas em outubro de 2003,  em Florianópolis/SC. 
A reflexão inicial, que ora compartilhamos, aconteceu na disciplina de Condições de Assistência e Assessoramento. Ressaltamos que é um texto em construção e como tal aberto ao recebimento de contribuições.
O que é assessorar?
De acordo com o dicionário Aurélio, assessorar é servir de assessor a; assistir; auxiliar, tecnicamente, graças a conhecimentos especializados em dado assunto. Considera assessor como um adjunto, auxiliar, assistente, ajudante, organismo que fornece assessoramento, ou seja, o ato ou efeito de assessorar.
Assessorar é a arte de fazer o acompanhamento do executivo e de sua equipe nas soluções dos conflitos, gestão, execução de funções técnicas e gestão do conhecimento. É fazer o elo entre a empresa, clientes e fornecedores internos e externos, facilitando o desenvolvimento do trabalho.
Consiste na prática de processos administrativos de forma eficaz, possibilitando o alcance dos objetivos gerais e específicos da organização. É compartilhar problemas e desafios. É saber negociar, gerenciar o tempo, definir prioridades, sendo o facilitador e intermediador entre a organização e seus clientes internos e externos.
Para tanto, um assessor executivo gerencia a informação e processos de forma a disponibilizar ferramentas eficazes que permitam uma tomada de decisão acertada do executivo e de sua equipe. Com características como a multifuncionalidade, iniciativa, ousadia, postura ética e flexibilidade, deve estar preparado e apto para criar essas condições de gerenciamento.
Em outras palavras, é a arte de privilegiar informações com discernimento na tomada de decisões. É conhecer a empresa e os colaboradores para agir, gerenciando os conflitos no trabalho. Saber a hora de ouvir e de falar, sempre procurando agregar valor às atividades do dia a dia. Ser humilde para aprender com o novo, transmitindo suas experiências e conhecimentos. Isso conduz a criação de condições para integrar as relações interpessoais, compartilhar conhecimentos, gerenciar conflitos, acompanhar as mudanças dentro e fora da organização, visando a tomada de decisão.
Ser assessor é estar apto a administrar informações, gerenciando com o seu gestor e ser gestor de si mesmo. É agir com base numa visão global e atitudes multifuncionais, que fazem com que tenha capacidade de gerenciar conflitos com excelência na gestão de pessoas. Pode-se afirmar que se trata da arte de avaliar, criticar, construir e resolver algo que necessita de uma atitude criativa, objetiva e dinâmica. E isso o assessor executivo consegue se souber humanizar a técnica e padronizar a postura profissional de seus integrantes.
Assessorar é fornecer subsídios a um gestor para a tomada de decisão, por meio da otimização de seu tempo, do gerenciamento de informações e da intermediação entre este poder de decisão e o contexto interno e externo à organização. São subsídios que contribuem na tomada eficaz de decisões. Isso requer do assessor executivo uma certa disposição e dinamicidade para ser o autor da criação de seu próprio conhecimento, de, por consequência, seu gestor, para facilitar a quebra de determinados paradigmas e uma visão sistêmica das informações que lhe chegam.
Como criar condições de assessoramento?






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